Hum, isso mesmo caros senhoras e senhoras. Era pra eu postar no blog da facul agora, vou postar lá, mas primeiro quero postar alguma coisa aqui. Sabe, algum assunto que não envolva nem trabalho infantil nem prostituição ou trabalho escravo. Nem prostitutas trabalhando com crianças ou trabalhadores escravos sexuais.
Tava no ponto de ônibus hoje perto da metodista, obviamente esperando um ônibus passar, quando um mendigo passa rente ao meio fio da calçada; Ele segurava em uma das mãos duas maletas pretas de saco de lixo com alças feitas de guarda-chuvas -diga-se de passagem feitas de um modo extremamente criativo, imagina você pegar um arame de guarda chuva, dobrar dobrar dobrar até que isso encaixe na sua mão e tenha resistência. Fascinante O.o- e na outra mão segurava um cigarro.
"Não tem nada de estranho nessa descrição, Gustavo." Vocês podem pensar... e não mesmo. O interessante foi o que aconteceu depois disso:
Andando calmamente, emanando uma extrema auto-confiança, ele viu um outro cigarro no chão, maior que o dele. Pegou, mediu o tamanho dos dois e jogou o outro fora. Achou um isqueiro que tinha no bolso da camisa e acendeu sua nova aquisição. Saiu com seu porte eu-to-na-minha-e-você? e continuou rente ao meio fio. Até ignorando o ônibus que quase arrancara seu pé fora.
Taí, um puta exemplo de personalidade. Mesmo mesmo. Quem em sã consciência da vida social em conjunto faria isso? Quem mais ousaria sequer pegar um cigarro do chão e fumar sem nem sequer olhar pros lados? Outro mendigo, talvez.
Putz, filosofia de boteco. Mas o quanto seríamos mais verdadeiros sendo iguais ao mendigo? Talvez mais nada, ou não.
De qualquer maneira, relevem o sono do autor. Aquele beijo pra todos.
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